quarta-feira, 8 de abril de 2009

olhão poetisante barembando-se pra tudo

TOU-ME BAREMBANDE!

ai na dizem nada?

não me falem?
tábem oh!

hã-de vir cá pedi-las!
hã-de vir cá bater!
há mai marés oh!

hã-de bater todas ca Xata do funde!
hã-de tar se afegande no vosse esterque!

hã-de chamar pe mim!
ê-de ir mai degavarinhe cum caracoil...
arrastende os pezinhes.

ê-de chegar
conde já só se vir o berbelite
da vossa respiração lá du funde.
e só aí é que lhes amande a corda...
mai há-de ir com a fatecha na otra ponta
que ê não me ê-de alembrar
da tirar antes...

conde tiverem-se afegande lá no funde,
a tentar vir ó de cima
hã-de apanhar com o ferre nos cornezites.

e pensem que ê cá me rale?
tou-me barembande!

ê só me rale é que me enfeguem!
mai já pecá disse
é quê ande com o curcefisse
sempre da algebêra!

lola in virgens ofendidas

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